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Dedé Santana revela que Mussum se entregou a Jesus no leito de morte

Dede Santana, um dos comediantes do programa de humor da Rede Globo “Os Trapalhões”

“Eu não fui como Paulo, um perseguidor [da Igreja], mas era um ‘debochador”. A confissão foi feita pelo humorista Manfried Sant’Anna em uma entrevista com o pastor Maurício Fragale. O conhecido Dedé Santana, dos Trapalhões compartilhou momentos impactantes de sua vida, seu testemunho e como ele influenciou outras pessoas a se entregarem a Jesus, como ocorreu com seu falecido amigo, Antônio Carlos, o Mussum.

Dedé conta que sua conversão não ocorreu em um piscar de olhos. Foram precisos muitos sinais, fatos realmente sobrenaturais para que ele firmasse sua fé em Cristo.

“Eu debochava de crente… as coisas foram acontecendo devagar comigo”, contou.

O humorista conta que hoje olha para sua história e percebe os momentos em que Jesus usou pessoas para falar com ele.

“A primeira coisa que aconteceu comigo e foi impressionante, foi que eu estava fazendo show com os trapalhões lá em Cabo Frio. A gente ia de ônibus, todo mundo… nós ficamos lá uma semana e no penúltimo dia eu falei: ‘Vou de carro, porque eu quero voltar antes’. Se eu ficasse até o fim, teria que esperar todo mundo se decidir e eu tinha pressa de voltar”, explicou.

“Quando eu cheguei em Niterói, parei no semáforo ou sinal (cada um dá um nome) e bateram no meu vidro, eu tomei um susto. Era uma senhora com um cabelo comprido, segurando [o que parecia ser] uma agenda na mão. Ela batia no vidro e queria falar comigo. A gente fica meio preocupado, mas eu abri e ela falou: ‘este é presente para você”, acrescentou.

O que ele acreditava ser uma agenda, na verdade era uma Bíblia. Um presente precioso, que uma mulher desconhecida havia preparado para ele.

“Eu peguei aquela agenda e quando eu voltei do show, pensei: ‘engraçado, eu nunca tinha visto uma agenda com fecho eclair [zíper]. E quando eu abri o fecho eclair para ver a agenda, não era uma agenda, era uma Bíblia e a coisa que me impressionou muito: a dedicatória foi toda feita para mim, com o meu nome. Eu achei aquilo uma coisa muito impressionante, mas ainda não levei aquilo muito a sério”, contou.

Posteriormente, Dedé foi acompanhar a inauguração da Praça dos Trapalhões, em Angola. Cerca de 60 mil pessoas esperavam o grupo de humoristas brasileiros no aeroporto. Mas um fato específico chamou sua atenção.

“Tinha uma única pessoa de terno, com uma gravata vermelha e uma Bíblia na mão. O pessoal se empurrava, ele caía e continuava falando: ‘irmão Dedé, Deus falou comigo, você precisa acreditar em mim, Jesus quer salvar você’. Eu entrei no ônibus e falei: ‘Mussum, aqui também tem aqueles malucos que falam: ‘Jesus te ama”, relatou.

Dedé conta que se entregou a Jesus oito anos depois daquela viagem a Angola e quando ele foi para a igreja pela primeira vez, Deus tinha preparado um encontro especial para aquele dia.

“Oito anos depois, eu me converti e fui pra Assembleia de Deus Madureira. Eu fui de terno, imagina no Rio, 40 graus. […] Eu entrei na igreja e fiquei lá atrás… sabe como é artista, vai acompanhando… O pessoal levantava, eu também levantava, o pessoal levantava a mão e eu levantava a mão”, disse.

“No final do culto, o pastor da igreja, Manoel Ferreira disse: ‘Temos um novo convertido, queria pedir que ele viesse aqui’. Eu nunca tremi tanto na minha vida”, contou. “Eu cheguei ali na beiradinha e o pastor disse: ‘pode subir, Dedé’ e eu nervoso, mas acabei subindo. Sabe como é a Assembleia de Deus… ficam uns 80 pastores lá atrás [risos]. No meio daqueles 80, tinha um único com a gravata vermelha, que gritou: ‘irmão Dedé, não falei que Jesus ia salvar você? Oito anos depois, era o mesmo cara que estava em Angola”.

A salvação de Mussum

Falando sobre seu reencontro com Renato Aragão (Didi), após sua conversão, Dedé Santana falou sobre os outros integrantes dos Trapalhões, que já haviam falecido, como Mussum e Zacaria e afirmou que o bem humorado sambista da Mangueira se entregou a Jesus antes de morrer.

“Graças a Deus o Mussum morreu salvo. Ele aceitou a Jesus já no leito [de morte]. Eu levei uma Bíblia para ele. Pouca gente sabe disso. Ele reconheceu: ‘Jesus é maravilhoso, Dedé’ e um dia depois ele faleceu”, contou.

Assista a entrevista abaixo:

 

Fonte: Guia-me

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