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Marina Silva defende cassação de Dilma e Temer pelo TSE

A ex-senadora também falou sobre a situação econômica do país e das mentiras contadas durante a marina-silvacampanha eleitoral

Marina Silva continua contra o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mas é favorável ao processo que está no TSE que pede a cassação tanto da presidente da República, quanto de seu vice, Michael Temer.

Durante uma entrevista à Rádio Gaúcha na última quinta-feira (7), a ex-senadora explicou sua posição a respeito da crise política que se instalou no país e comentou que Dilma “não tem mais a liderança política nem maioria no Congresso”.

Mas apesar do processo que tramita na Câmara dos Deputados, Marina Silva aprova mesmo é o processo que investiga o uso de dinheiro de corrupção na campanha da chapa vitoriosa das eleições de 2014.

“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE, porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, disse ela.

Mesmo sendo contra o impeachment, a candidata à Presidência da República nas eleições de 2010 e 2014 não entende que o pedido se trata de um golpe.

“Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe”.

O “golpismo” é o termo utilizado pelos aliados do governo que são contra os pedidos da retirada do poder da presidente eleita.

Marina ainda comentou sobre as mentiras contadas pela presidente Dilma durante as eleições, quando os dados reais da situação econômica do país foram omitidos.

“Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha”, afirmou a ex-senadora.

Como candidata, Marina também foi vítima de acusações por parte da chapa vencedora que afirmava em seus programas que ela iria tirar uma série de benefícios sociais.

“Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, concluiu. Com informações Veja

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