{"id":10523,"date":"2014-02-05T16:46:51","date_gmt":"2014-02-05T16:46:51","guid":{"rendered":"http:\/\/itingagospel.com.br\/portal\/?p=10523"},"modified":"2014-02-05T16:46:57","modified_gmt":"2014-02-05T16:46:57","slug":"uma-introducao-ao-conceito-historico-do-arminianismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/itingagospel.com.br\/portal\/uma-introducao-ao-conceito-historico-do-arminianismo\/","title":{"rendered":"Uma Introdu\u00e7\u00e3o ao conceito hist\u00f3rico do arminianismo"},"content":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema que sempre gerou e continua a gerar curiosidades e anseios no cerne da alma humana&#8230;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/itingagospel.com.br\/portal\/uma-introducao-ao-conceito-historico-do-arminianismo\/jaco-arminio-154x200\/\" rel=\"attachment wp-att-10524\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-10524\" title=\"jaco-arminio-154x200\" src=\"http:\/\/itingagospel.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/jaco-arminio-154x200.jpg\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"200\" \/><\/a>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema que sempre gerou e continua a gerar curiosidades e anseios no cerne da alma humana. Certo jovem abastado procurou Jesus e perguntou: \u201cBom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?\u201d (Mc 10.17). Em outra ocasi\u00e3o, um dos doutores da Lei, querendo experimentar a Cristo, questionou: \u201cMestre, que farei para herdar a vida eterna?\u201d (Lc 10.25).<\/p>\n<p>Alguns sistemas de cren\u00e7a dizem que a salva\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de boas obras, atribuindo m\u00e9rito ao ser humano e invalidando o sacrif\u00edcio de Cristo por meio de uma auto salva\u00e7\u00e3o. Outros sistemas pregam uma esperan\u00e7a baseada em constantes reencarna\u00e7\u00f5es, nas quais o esfor\u00e7o humano as proporcionar\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es em suas vidas subsequentes.<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, o sistema universalista, o qual prefere ludibriar a consci\u00eancia do homem sob o falso entendimento de que no final das contas todos ser\u00e3o salvos, independentemente da Obra Vic\u00e1ria de Cristo e sua efic\u00e1cia para com aqueles que O receberam (Jo 1.12). Todas essas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 perspectiva da Palavra de Deus (cf Ef 2.8,9; Hb 9.27; Jo 3.16).<\/p>\n<p>Neste artigo poderemos observar os dois principais sistemas que discorrem sobre a salva\u00e7\u00e3o do homem dentro do protestantismo. O primeiro se baseia na predestina\u00e7\u00e3o divina, cuja atua\u00e7\u00e3o \u00e9 unicamente monergista, e o \u00faltimo no sinergismo entre Deus e homem, cuja atua\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s da gra\u00e7a preveniente e do livre-arb\u00edtrio humano.<\/p>\n<h2>Antecedentes hist\u00f3ricos<\/h2>\n<p>Esses dois conceitos paradoxais remontam aos dias de Agostinho, o qual defendia que o homem \u00e9 predestinado por Deus e, portanto, n\u00e3o possui capacidade de escolher Cristo e Sua obra salvadora. Para que o homem seja salvo, \u00e9 necess\u00e1rio que Deus atue com sua gra\u00e7a irresist\u00edvel e o regenere.<\/p>\n<p>As doutrinas soteriol\u00f3gicas de Agostinho foram formadas antes e durante o embate da controv\u00e9rsia pelagiana. Pel\u00e1gio foi um austero monge e popular professor em Roma. Sua austeridade era puramente moralista, ao ponto de n\u00e3o conseguir conceber a ideia de que o homem n\u00e3o podia deixar de pecar.<\/p>\n<p>Pel\u00e1gio estava mais interessado na conduta crist\u00e3 e queria melhorar as condi\u00e7\u00f5es morais de sua comunidade. Sua \u00eanfase particular reca\u00eda na pureza pessoal e na abstin\u00eancia da corrup\u00e7\u00e3o e da frivolidade do mundo, resvalando no ascetismo.<\/p>\n<p>Ele negava a \u00eanfase de Tertuliano ao pecado original, sob a argumenta\u00e7\u00e3o de que o pecado \u00e9 meramente volunt\u00e1rio e individual, n\u00e3o podendo ser transmitido ou herdado. Para ele, crer no pecado original era minar a responsabilidade pessoal do homem. Ele n\u00e3o concebia a ideia de que o pecado de Ad\u00e3o tivesse afetado as almas e nem os corpos de seus descendentes. Assim como Ad\u00e3o, todo homem, segundo o pensamento pelagiano, \u00e9 criador de seu pr\u00f3prio car\u00e1ter e determinador de seu pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<p>No entendimento pelagiano, o homem n\u00e3o possui uma tend\u00eancia intr\u00ednseca para o mal e tampouco herda essa propens\u00e3o de Ad\u00e3o, podendo caso queira, observar os mandamentos divinos sem pecar. Ele achava injusto da parte de Deus que a humanidade herdasse a culpa de outrem e desta forma negava a doutrina do pecado original.<\/p>\n<p>Desta forma, Pel\u00e1gio passou a ensinar uma doutrina exageradamente antropoc\u00eantrica e focada no livre-arb\u00edtrio, ensinando que, ao criar o homem, Deus n\u00e3o o sujeitou como fizera com as outras criaturas, mas \u201cdeu-lhe o privil\u00e9gio singular de ser capaz de cumprir a vontade divina por sua pr\u00f3pria escolha\u201d.<\/p>\n<p>Como Pel\u00e1gio baseava suas teorias em uma abordagem moralista, entendia que a desobedi\u00eancia do homem vinha do exemplo e dos costumes observados ao redor, podendo pela pr\u00f3pria for\u00e7a, alcan\u00e7ar a perfei\u00e7\u00e3o mediante grande esfor\u00e7o de sua pr\u00f3pria vontade.<\/p>\n<p>Em contrapartida, Agostinho sustentava que Ad\u00e3o fora criado em um estado original de retid\u00e3o e perfei\u00e7\u00e3o e estaria, em seu estado original, isento de males f\u00edsicos, dotado de alta intelectualidade, bem como num estado de justifica\u00e7\u00e3o, ilumina\u00e7\u00e3o e bem aventuran\u00e7a inigual\u00e1veis, al\u00e9m de ter a inclina\u00e7\u00e3o de sua vontade para a virtude.<\/p>\n<p>A gravidade do pecado de Ad\u00e3o foi tal, que a consequ\u00eancia foi uma trag\u00e9dia para a humanidade, a qual se tornou uma massa de pecado (<em>massa damnata<\/em>), isto \u00e9, um antro pecaminoso e propagador de pecadores. As bases agostinianas para a doutrina do pecado original se encontravam em passagens como Sl 51; Ef 2.3; Rm 5.12 e Jo 3.3-5.<\/p>\n<p>Uma vez que o homem havia cedido ao pecado, a natureza humana foi afetada obscuramente pelas consequ\u00eancias do mesmo, tornando-se desordenada e propensa para o mal. Sendo assim, sem \u201ca ajuda de Deus \u00e9 imposs\u00edvel, pelo livre-arb\u00edtrio, vencer as tenta\u00e7\u00f5es desta vida\u201d.\u00a0Essa ajuda divina para escolher o certo, ou retornar para Deus, era Sua gra\u00e7a, a qual Agostinho define como \u201cum poder interno e secreto, maravilhoso e inef\u00e1vel\u201d\u00a0operado por Deus nos cora\u00e7\u00f5es dos homens.<\/p>\n<p>Para Agostinho, a gra\u00e7a divina antev\u00ea e provoca cada impulso na vontade do homem. Essa gra\u00e7a \u00e9 express\u00e3o da soberania de Deus, n\u00e3o podendo ser resistida. Para explicar o antagonismo da irresistibilidade frente ao livre-arb\u00edtrio, o Bispo de Hipona diz que a liberdade do homem \u00e9 baseada nas motiva\u00e7\u00f5es. Sendo as decis\u00f5es do homem, portanto, um fruto do meio, o homem n\u00e3o regenerado que vive em uma atmosfera de concupisc\u00eancia escolher\u00e1 o mal. A gra\u00e7a divina, por\u00e9m, cura o homem e restaura seu livre-arb\u00edtrio, substituindo seu sistema de escolhas.<\/p>\n<h2>Outros referenciais hist\u00f3ricos<\/h2>\n<p>A quest\u00e3o do livre arb\u00edtrio \u00e9 um tema que sempre teve seu espa\u00e7o na teologia, fosse na antiguidade cl\u00e1ssica, na era patrol\u00f3gica ou na contemporaneidade. Normalmente no embate predestina\u00e7\u00e3o x livre-arb\u00edtrio, o nome mais lembrado \u00e9 o do eminente te\u00f3logo supracitado Agostinho, cuja notoriedade contra a controv\u00e9rsia de Pel\u00e1gio \u00e9 consabida, entretanto, outros nomes tamb\u00e9m s\u00e3o dignos de considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Justino M\u00e1rtir (100-165) dizia que, embora n\u00e3o tenhamos tido escolha alguma no nascimento, em virtude dos poderes racionais que Deus nos deu, podemos escolher viver ou n\u00e3o de modo aceit\u00e1vel a Ele, n\u00e3o havendo desculpas quando agimos erroneamente. Ele dizia, ainda, baseado na pr\u00e9-ci\u00eancia divina que, Deus n\u00e3o predetermina as a\u00e7\u00f5es dos homens, mas prev\u00ea como ir\u00e3o agir por sua pr\u00f3pria vontade, podendo inclusive, anunciar antecipadamente esses atos.[viii] Concordavam com a livre escolha do homem os apologistas Aten\u00e1goras (133-190), Te\u00f3filo (?-186) e Taciano (120-180).<\/p>\n<p>Vale a pena comentar a opini\u00e3o de Tertuliano (160-220). Ele cria que o homem \u00e9 como um ramo cortado do tronco original de Ad\u00e3o e plantado como uma \u00e1rvore independente. Sendo assim, o homem herdou atrav\u00e9s da transgress\u00e3o de Ad\u00e3o a tend\u00eancia ao pecado. Como resultado do pecado de Ad\u00e3o, carregamos m\u00e1cula e impureza. Apesar disso, o homem det\u00e9m livre-arb\u00edtrio e \u00e9 respons\u00e1vel por seus pr\u00f3prios atos.[ix]<\/p>\n<p>Muitas controv\u00e9rsias em torno do livre-arb\u00edtrio se deram por equ\u00edvocos exeg\u00e9ticos. Clemente de Alexandria (150-215), negava o pecado original baseado, por exemplo, em J\u00f3 1.21. Segundo ele, a declara\u00e7\u00e3o de que J\u00f3 havia sa\u00eddo nu do ventre de sua m\u00e3e, deixava impl\u00edcito que as crian\u00e7as entram no mundo sem pecado. Essa m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o e \u00eanfase exagerada no livre-arb\u00edtrio, levava-o a professar que \u201cDeus deseja que sejamos salvos por nossos pr\u00f3prios esfor\u00e7os\u201d.[x]<\/p>\n<p>Outros esfor\u00e7os na defesa do livre-arb\u00edtrio tamb\u00e9m se deram nas disputas contra os manique\u00edstas. Estes questionavam a benevol\u00eancia de Deus e lhe outorgavam a autoria do pecado. Se o homem herda de Ad\u00e3o a culpa e o pecado, n\u00e3o possu\u00edmos poder de escolha. Logo, raciocinavam eles, Deus \u00e9 o autor do mal. Contra esses argumentos, levantaram-se homens como Cirilo de Jeusal\u00e9m (313-386), Greg\u00f3rio de Nissa (330-395), Greg\u00f3rio de Nazianzo (329-389) e Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo (347-407). Infelizmente, eles acabaram negando o pecado original afirmando que crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas est\u00e3o isentas de pecado, embora cressem que a ra\u00e7a humana foi afetada pelo pecado de Ad\u00e3o.[xi]<\/p>\n<p>O entendimento sobre o livre-arb\u00edtrio foi sendo amadurecido. No s\u00e9culo V, por exemplo, temos na express\u00e3o de Teodorete (393-466), o pensamento de que, embora o homem necessite da gra\u00e7a divina e sem esta \u00e9 imposs\u00edvel dar um s\u00f3 passo na \u201csenda que conduz \u00e0 virtude, a vontade humana tem de colaborar com tal gra\u00e7a\u201d, pois existe a necessidade de um sinergismo \u201ctanto de nossos esfor\u00e7os quanto da assist\u00eancia divina. A gra\u00e7a do Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 assegurada \u00e0queles que n\u00e3o fazem esfor\u00e7o algum\u201d ao mesmo tempo que \u201csem essa gra\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel que nossos esfor\u00e7os recebam a recompensa da virtude\u201d.[xii]<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a de Teodorete, Teodoro de Mopsu\u00e9stia (350-428) dizia que o livre-arb\u00edtrio pertence a seres racionais. Na opini\u00e3o dele, todos os homens possuem conhecimento do bem o tempo todo, bem como capacidade de escolher entre o certo e o errado. Ele n\u00e3o negava os efeitos da queda na humanidade e dizia que os homens possuem propens\u00e3o definida para o pecado e que se for para o homem passar deste[xiii] estado ca\u00eddo para a vida bendita reservada por Deus \u00e9 necess\u00e1ria a opera\u00e7\u00e3o graciosa da d\u00e1diva divina no homem.<\/p>\n<p>Saltando 8 s\u00e9culos, chegamos a outra pessoa que deu sua enorme contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 doutrina do livre-arb\u00edtrio: Tom\u00e1s de Aquino (1225-1274). Ele dizia que \u201cem cada ser intelectual h\u00e1 vontade, assim como em cada intelecto\u201d.[xiv] Seu conceito sobre vontade \u00e9 de que esta \u00e9 um poder para atrair ou afastar aquilo que \u00e9 apreendido pelo intelecto.[xv] Apesar de Deus mover a vontade, \u201cj\u00e1 que ele move todo tipo de coisa de acordo com a natureza da coisa movida\u2026 ele tamb\u00e9m move a vontade de acordo com sua condi\u00e7\u00e3o, como indeterminadamente disposta a v\u00e1rias coisas, n\u00e3o de forma necess\u00e1ria\u201d.[xvi]<\/p>\n<p>Feser explica a posi\u00e7\u00e3o Aquiniana fazendo a seguinte analogia: quando escolhemos tomar caf\u00e9 ao inv\u00e9s de ch\u00e1, poder\u00edamos fazer diferente. A cafeteira, por sua vez n\u00e3o pode mudar sua fun\u00e7\u00e3o sozinha. Isto \u00e9 assim porque nossa vontade foi a causa de tomarmos caf\u00e9, enquanto que algo fora da cafeteira (programa\u00e7\u00f5es de instru\u00e7\u00f5es, corrente el\u00e9trica fluindo para ela da tomada na parede, as leis da f\u00edsica, etc) foi a causa de seu comportamento. Deus causa os dois eventos de uma maneira consistente com tudo isto, ou seja, enquanto que ao causar sua livre escolha ele causa algo que opera independentemente do que acontece no mundo \u00e0 sua volta. Ele conclui dizendo que, embora seja Deus a causa \u00faltima da vontade e da ordem causal natural, Ele n\u00e3o mina a liberdade do homem, mas a faz poss\u00edvel no sentido que assim como nas causas naturais, se escolhas livres n\u00e3o fossem causadas por Deus, elas nem poderiam existir.[xvii]<strong><\/strong><\/p>\n<h2>A influ\u00eancia calvinista<\/h2>\n<p>Na Idade M\u00e9dia as pessoas procuravam, muitas das vezes, uma solu\u00e7\u00e3o eterna baseada em um documento assinado pelo pont\u00edfice da igreja romana. Essas indulg\u00eancias prometiam efetuar um pagamento mais completo da d\u00edvida que o pecador deve a Deus e amenizar as exig\u00eancias futuras em um suposto purgat\u00f3rio.[xviii]<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es decadentes da teologia medieval romana, emergiu a Reforma Protestante e doutrinas como\u00a0<em>Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Soli Deo Gloria<\/em>[xix] foram verberadas com veem\u00eancia.<\/p>\n<p>A proposta do presente artigo \u00e9 entendermos melhor acerca do que conhecemos como arminianismo. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de falar de Arm\u00ednio sem comentarmos de Calvino.<\/p>\n<p>Quando Lutero afixou as 95 teses na porta da igreja no castelo de Wittenberg, Calvino tinha oito anos de idade. Natural de Picardia, na Fran\u00e7a, Calvino nasceu em 1509 e morreu em 1564 e foi sem sombra de d\u00favidas, um proeminente te\u00f3logo protestante e l\u00edder eclesi\u00e1stico, dono de uma mente brilhante.<\/p>\n<p>Ele recebeu grau de mestre em teologia no in\u00edcio do ano de 1528, mas a pedido de seu pai deu inicio ao estudo de Direito, em Orleans. Com a morte de seu pai em 1531, Calvino p\u00f4de retornar \u00e0s suas prefer\u00eancias teol\u00f3gicas e dedicou-se ao estudo das l\u00ednguas grego, hebraico e latim.<\/p>\n<p>Vendo dificuldade para que houvesse reforma em Paris, Calvino mudou-se para Basel, na Su\u00ed\u00e7a. L\u00e1, ele escreveu e publicou suas institutas no ano de 1536. Em seus coment\u00e1rios sobre os salmos, ele contou ter passado pelo o que ele mesmo denominou de \u201cs\u00fabita convers\u00e3o\u201d, dizendo que outrora estava \u201cteimosamente preso \u00e0s supersti\u00e7\u00f5es do papado\u201d e que n\u00e3o era poss\u00edvel desvencilhar-se desse profundo lama\u00e7al, mas que Deus havia subjugado seu cora\u00e7\u00e3o da obstina\u00e7\u00e3o de sua idade para a docilidade e conhecimento da verdadeira piedade, mediante Sua provid\u00eancia secreta.[xx]<\/p>\n<p>Outros reformadores desenvolveram pensamentos que, unidos com os de Calvino, formaram uma tradi\u00e7\u00e3o que \u00e9 chamada de Reformada. Dentre esses te\u00f3logos reformadores, podemos citar Martin Bucer, Heinrich Bullinger e Ulrico Zwinglio. Essa escola de pensamento \u00e9 tamb\u00e9m chamada de Calvinismo.<\/p>\n<h2>Jac\u00f3 Arm\u00ednio<\/h2>\n<p>Arm\u00ednio foi um te\u00f3logo holand\u00eas, nascido em Oudewater (1560 \u2013 1609). Ele estudou entre os anos de 1576 e 1582 na Universidade de Leiden, na Holanda, onde posteriormente foi professor desde 1603 at\u00e9 sua morte.<\/p>\n<p>Johann Kolmann, um de seus professores de teologia nesse per\u00edodo, acreditava e ensinava que o alto calvinismo tornava Deus um tirano e carrasco, o que certamente influenciou as ideias de Arm\u00ednio. Em 1582, come\u00e7ou a estudar em Genebra e teve como um de seus mestres o reformador Teodoro Beza, sucessor de Calvino. Em 1588 foi ordenado e pastoreou uma igreja em Amsterd\u00e3.[xxi]<\/p>\n<p>Segundo o Novo Dicion\u00e1rio Internacional da Igreja Crist\u00e3, quando Calvino morreu, \u201ctoda a responsabilidade (\u2026) recaiu sobre Beza. Beza era chefe da Academia [de Genebra] e professor, presidente do Conselho dos Pastores, uma influ\u00eancia poderosa sobre os magistrados de Genebra e porta-voz e defensor da posi\u00e7\u00e3o protestante reformada\u201d.[xxii]<\/p>\n<p>O que sabemos \u00e9 que Arminio discordou das doutrinas de Calvino, baseado em duas argumenta\u00e7\u00f5es: 1) a predestina\u00e7\u00e3o tal qual no entendimento calvinista, tende a fazer de Deus o autor do peca\u00addo, por ter Ele escolhido, na eternidade passada, quem seria ou n\u00e3o salvo, e 2) o livre-arb\u00edtrio do ser humano \u00e9 negado no ensino de uma gra\u00e7a coercitivamente irresist\u00edvel.[xxiii]<\/p>\n<p>A teologia arminiana, tal como conhecemos, n\u00e3o foi totalmente sistematizada durante a vida de Arm\u00ednio. Ap\u00f3s a sua morte, seus disc\u00edpulos (pouco mais de quarenta pregadores) cristalizaram suas ideias em um panfleto o qual continha resumidamente, cinco pontos que rejeitavam o r\u00edgido calvinismo, intitulado<em>Remonstrance\u00a0<\/em>(protesto), publicando-o no dia 19 de outubro de 1609, expondo assim, a posi\u00e7\u00e3o arminiana.[xxiv]<\/p>\n<h2>O S\u00ednodo de Dort<\/h2>\n<p>Esse protesto (remonstr\u00e2ncia), ganhou o apoio de estadistas e l\u00edderes pol\u00edticos holandeses que tinham ajudado a libertar os Pa\u00edses Baixos da Espanha. Os opositores do movimento remonstrante acusaram-nos de apoiar secretamente os jesu\u00edtas e a teologia cat\u00f3lica romana e de simpatizar com a Espanha, embora n\u00e3o haja nenhuma evid\u00eancia de culpa por parte dos que protestavam em rela\u00e7\u00e3o a essas acusa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, houve muita confus\u00e3o em v\u00e1rias cidades holandesas: serm\u00f5es eram pregados contra os remonstrantes, panfletos eram espalhados a fim de difam\u00e1-los como hereges e traidores, pessoas foram presas por pensarem contra o alto calvinismo e um s\u00ednodo nacional de te\u00f3logos e pregadores foi realizado para regular tais controv\u00e9rsias entre as ideias paradoxais calvinismo x arminianismo.<\/p>\n<p>A primeira reuni\u00e3o do s\u00ednodo foi realizada em 13 de Novembro de 1618 e a \u00faltima (154\u00aa) em 9 de Maio de 1619, contando com a presen\u00e7a de mais de cem delegados, inclusive alguns da Inglaterra, da Esc\u00f3cia, da Fran\u00e7a e da Su\u00ed\u00e7a. O nome \u201cDort\u201d \u00e9 usado em fun\u00e7\u00e3o do idioma ingl\u00eas, como que transliterandoo nome da cidade holandesa de Dordrecht.<\/p>\n<p>Na conclus\u00e3o do s\u00ednodo, os remonstrantes foram condenados como hereges. Pelo menos duzentos foram depostos do minist\u00e9rio da igreja e do estado e cerca de oitenta foram exilados ou presos. Um deles, o presb\u00edtero, estadista e fil\u00f3sofo Hugo Grotius (1583-1645), foi confinado em uma masmorra da qual posteriormente conseguiu escapar. Outro estadista foi publicamente decapitado.<strong><\/strong><\/p>\n<p>Neste s\u00ednodo, as ideias arminianas foram, portanto, rejeitadas e a doutrina reformada estabelecida em seus cinco pontos que formam o acr\u00f3stico do ingl\u00eas TULIP, a saber: 1) deprava\u00e7\u00e3o total (Total depravity), 2) elei\u00e7\u00e3o incondicional (Unconditional election), 3) expia\u00e7\u00e3o limitada (Limited atonement), 4) gra\u00e7a irresist\u00edvel (Irresistible grace) e 5) perseveran\u00e7a dos santos (Perseverance of the saints). Os pontos remonstrantes v\u00e3o de encontro aos pontos calvinistas: 1) deprava\u00e7\u00e3o total, 2) elei\u00e7\u00e3o condicional, 3) expia\u00e7\u00e3o ilimitada, 4) gra\u00e7a preveniente e 5) perseveran\u00e7a condicional.<\/p>\n<h2>Mitos sobre o arminianismo<\/h2>\n<p>Como podemos perceber, as ideias arminianas possuem uma disparidade consider\u00e1vel com o sistema calvinista. Sobre isso, Wyncoop declara que, a linha divis\u00f3ria entre estas duas tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s repousa sobre teorias opostas acerca da predestina\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 a encruzilhada entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem, o pecado e a gra\u00e7a, a justifica\u00e7\u00e3o e a santifica\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 humana e a obra do Esp\u00edrito Santo.[xxv]<\/p>\n<p>Um dos principais mitos sobre o arminianismo, \u00e9 que este tem sido acusado erroneamente de ser uma doutrina semipelagiana por parte de alguns eminentes te\u00f3logos calvinistas. Esta antiga heresia \u00e9 oriunda dos ensinos dos massilianos, liderados principalmente por Jo\u00e3o Cassiano (433 d.C), o qual tentou construir um elo entre o Pelagianismo, que negava o pecado original, e Agostinho, que defendia a elei\u00e7\u00e3o incondicional sobre o fundamento de que todos os homens nascem espiritualmente mortos e culpados do pecado de Ad\u00e3o. Cassiano acreditava que as pessoas s\u00e3o capazes de se voltarem para Deus mesmo \u00e0 parte de qualquer infus\u00e3o da gra\u00e7a sobrenatural. Isto foi condenado pelo Segundo Conc\u00edlio de Orange no ano de 529.[xxvi]<\/p>\n<p>O te\u00f3logo nazareno H. Orton Wiley mostra que o sistema semipelagiano sustentava, erroneamente, que \u201crestou poder suficiente na vontade depravada para dar o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o o suficiente para complet\u00e1-la\u201d. Ele conclui mostrando que esse pensamento \u00e9 equivocado e que o homem por si s\u00f3 n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de se achegar a Deus, mas que \u201cisso deve ser feito pela gra\u00e7a divina.\u201d [xxvii] Essa \u00e9 a gra\u00e7a preveniente que antecede, prepara e capacita o homem para \u201cconverter-se do pecado para a retid\u00e3o, a crer em Jesus Cristo para perd\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o dos pecados e a praticar obras agrad\u00e1veis e aceit\u00e1veis\u201d [xxviii], pois os seres humanos, pela queda de Ad\u00e3o \u201cse tornaram depravados, de maneira que agora n\u00e3o s\u00e3o capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas pr\u00f3prias for\u00e7as e obras, e, desta forma, renovar a f\u00e9 e a comunh\u00e3o com Deus\u201d.[xxix]<\/p>\n<p>Um dos principais eruditos arminianos da atualidade, o Dr. Roger Olson, em uma defesa \u00e0 centralidade da doutrina arminiana em Deus e n\u00e3o no homem como dizem certos calvinistas, comenta que esses cr\u00edticos normalmente de baseiam em tr\u00eas argumentos: 1) que o Arminianismo foca demais na bondade e capacidade humana, especialmente no campo da reden\u00e7\u00e3o, 2) que limita a Deus ao sugerir que a vontade de Deus pode ser frustrada pelas decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es humanas e 3) que coloca demasiada \u00eanfase na realiza\u00e7\u00e3o e felicidade humana em neglig\u00eancia ao prop\u00f3sito de Deus que \u00e9 glorificar a si mesmo em todas as coisas.<\/p>\n<p>Olson argumenta sua defesa de forma bastante contundente nesse artigo e comenta que \u201cmuito raramente os cr\u00edticos mencionam algum te\u00f3logo arminiano ou citam do pr\u00f3prio Arm\u00ednio para apoiar essas acusa\u00e7\u00f5es\u201d e que a maioria desses cr\u00edticos desconhece o arminianismo cl\u00e1ssico, tendo portanto, um entendimento preconcebido e consequentemente superficial do assunto.[xxx]<\/p>\n<p>Em contrapartida, o pensamento calvinista \u00e9 concebido pelos arminianos como um sistema que acaba por fazer do decreto divino a causa primeira da salva\u00e7\u00e3o, ao passo que a morte de Cristo torna-se causa secund\u00e1ria e subsidi\u00e1ria, n\u00e3o sendo absolutamente essencial para a salva\u00e7\u00e3o, mas um elo de uma corrente predeterminada de eventos.[xxxi]<strong><\/strong><\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Nossa percep\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente: muitos s\u00e3o os que ainda n\u00e3o compreenderam e n\u00e3o conheceram a doutrina da salva\u00e7\u00e3o segundo a \u00f3tica arminiana e infelizmente, alguns irm\u00e3os n\u00e3o conseguiram abrir a cabe\u00e7a para gozarmos uma verdadeira unidade na diversidade. [xxxii]<\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as, ambas as posi\u00e7\u00f5es possuem verdades essenciais que podem e devem nos unir em Cristo. Identificamo-nos com certa linha teol\u00f3gica e a defendemos, todavia, isso n\u00e3o pode criar partidarismo, ao ponto de dizermos \u201ceu sou de Paulo; ou, eu de Apolo; ou eu sou de Cefas; (ou, eu de Arm\u00ednio; ou, eu de Calvino;) ou, eu de Cristo. Ser\u00e1 que Cristo est\u00e1 dividido? Foi Paulo crucificado por amor de v\u00f3s? Ou fostes v\u00f3s batizados em nome de Paulo?\u201d<em>\u00a0<\/em>(1 Co 1.12,13 \u2013 par\u00e1frase minha)<em>.<\/em><\/p>\n<p>John Wesley dizia que \u201c\u00e9 dever de todo pregador arminiano, primeiro: jamais, nem em p\u00fablico, nem em particular, usar a palavra calvinista em deboche\u201d.[xxxiii] Para ele, a norma de um metodista n\u00e3o estava em distinguir crist\u00e3os de crist\u00e3os, mas em distinguir-se crist\u00e3os de n\u00e3o conversos: \u201c\u00c9 teu cora\u00e7\u00e3o reto como o meu? N\u00e3o te pergunto mais. Se for assim, d\u00e1-me a m\u00e3o. Por opini\u00f5es ou termos, esforcemo-nos juntos pela f\u00e9 do evangelho\u201d.[xxxiv]<\/p>\n<p>O Dr. Augustus Nicodemus, c\u00e9lebre te\u00f3logo brasileiro do pensamento reformado confirma que temos pontos em comuns dizendo que \u201cos arminianos e os calvinistas concordam que Deus tem um plano, que ele controla a hist\u00f3ria, que n\u00e3o existe acaso e que Ele conhece o futuro. Ambos aceitam a B\u00edblia como Palavra de Deus e querem se guiar por ela\u201d.[xxxv]<\/p>\n<p>Que possamos, como Igreja, cumprir a miss\u00e3o que nos foi ordenada, afinal, fomos todos \u201celeitos segundo a presci\u00eancia de Deus Pai, na santifica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, para a obedi\u00eancia e aspers\u00e3o do sangue de Jesus Cristo\u201d (1 Pe 1.2).<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n<p><em>[i] MCGIFFERT, Arhur Cushman. A History of Christian Thought, Volume 2. Charles Scribner\u2019s Sons, 1953, p. 125.<\/em><\/p>\n<p><em>[ii] Ibid, p. 126.<\/em><\/p>\n<p><em>[iii] KELLY, J. N. D. Patr\u00edstica: Origem e desenvolvimento das doutrinas centrais da f\u00e9 crist\u00e3. Vida Nova, 1994, p. 270.<\/em><\/p>\n<p><em>[iv] AGOSTINHO, Aurelio. De civitate Dei 14.11.<\/em><\/p>\n<p><em>[v] AGOSTINHO, Aurelio. Enarrationes in Psalmos 89.4.<\/em><\/p>\n<p><em>[vi] AGOSTINHO, Aurelio. De gratia Christi et Peccatum Originale 1.25.<\/em><\/p>\n<p><em>[vii] AGOSTINHO, Aurelio. De gratia et libero arbitrio liber 31; De Spiritu et Littera 52.<\/em><\/p>\n<p><em>[viii] KELLY, J. N. D. Op. Cit., p. 125.<\/em><\/p>\n<p><em>[ix] Ibid, p. 131.<\/em><\/p>\n<p><em>[x] Ibid, p. 134.<\/em><\/p>\n<p><em>[xi] Ibid, p. 263-264.<\/em><\/p>\n<p><em>[xii] Ibid, p. 283.<\/em><\/p>\n<p><em>[xiii] Ibid, p. 283.<\/em><\/p>\n<p><em>[xiv] AQUINO, Tom\u00e1s de. Suma Teol\u00f3gica I.19.1.<\/em><\/p>\n<p><em>[xv] AQUINO, Tom\u00e1s de. Suma Contra Gentios IV.19.<\/em><\/p>\n<p><em>[xvi] AQUINO, Tom\u00e1s de. Quest\u00f5es disputadas sobre o mal 6.<\/em><\/p>\n<p><em>[xvii] FESER, Edward. Aquinas, a Begginer\u2019s Guide. One World, 2009, pp. 150-151.<\/em><\/p>\n<p><em>[xviii] SWEENEY, Charles. Indulgences. Enciclop\u00e9dia do site newadvent.org. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07783a.htm. Acesso em 04\/04\/2013 \u00e0s 16:46.<\/em><\/p>\n<p><em>[xix] Os cinco solas foram express\u00f5es surgidas durante a Reforma Protestante e significam, respectivamente, somente a f\u00e9, somente as Escrituras, somente Cristo, somente a gra\u00e7a e somente a Deus a Gl\u00f3ria. As frases, que foram escritas em latim, sintetizam os rudimentos fundamentais dos reformadores.<\/em><\/p>\n<p><em>[xx] CALVINO, Jo\u00e3o. Coment\u00e1rio de Salmos. Volume I. Fiel, 2009, p. 32.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxi] CHAMPLIN, R. N.; BENTES, J. M. Enciclop\u00e9dia de B\u00edblia Teologia e Filosofia, volume 1. Candeia, 1991. p. 288.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxii] SCHNUCKER, Robert. Theodore Beza, in: The new international dictionary of the Christian church. Grand Rapids, Zondervan, 1974, p. 126.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxiii] HORTON, Stanley (Org.). Teologia Sistem\u00e1tica: uma perspectiva pentecostal. CPAD, 1996, pp. 54-55.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxiv] Infelizmente, n\u00e3o possu\u00edmos muito material arminiano em idioma portugu\u00eas. Para maiores informa\u00e7\u00f5es biogr\u00e1ficas sobre Arm\u00ednio consultar BANGS, Carl. Arminius: a study in the Dutch reformation. Grand Rapids, Zondervan, 1985.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxv] WYNKOOP, Mildred Bangs. Fundamentos da Teologia Arminio Wesleyana. Casa Publicadora Nazarena, 2004, p. 17.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxvi] KELLY, J. N. D. Op. Cit., pp. 289-291.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxvii] WILEY, H. Orton. Christian Theology. Beacon Hill Press, 1941. p.103.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxviii] Manual da Igreja do Nazareno, p. 29<\/em><\/p>\n<p><em>[xxix] Ibid. p. 28<\/em><\/p>\n<p><em>[xxx] OLSON, Roger. Arminianism is God-centered theology. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.patheos.com\/blogs\/rogereolson\/2010\/11\/arminianism-is-god-centered-theology\/&gt;. Acesso em 05\/04\/2013.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxxi] WYNKOOP, Mildred Bangs . Op. Cit., p. 33.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxxii] Para um estudo mais aprofundado sobre a doutrina arminiana, ver a rec\u00e9m-traduzida obra de Olson, na qual ele trata de desmitificar pelo menos dez pressupostos equivocados acerca do pensamento de Arm\u00ednio: OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflex\u00e3o, 2013.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxxiii] WESLEY, John. What is an arminian?, Serm\u00f5es<\/em><\/p>\n<p><em>[xxxiv] WESLEY, John. The Character of a Methodist, Serm\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>[xxxv] NICODEMUS, Augustus. Paganismo versus Cristianismo \u2013 Acaso ou Des\u00edgnio Divino? Revista Defesa da F\u00e9. Ano 12, n\u00b0 89 \u2013 Janeiro\/Fevereiro de 2011, p.55.<\/em><\/p>\n<div>\n<div>\n<h3><\/h3>\n<h3>\u201cAs opini\u00f5es e textos aqui publicados s\u00e3o de total responsabilidade dos autores\u201d<\/h3>\n<h3>autor<\/h3>\n<\/div>\n<div><a title=\"\" href=\"http:\/\/estudos.gospelprime.com.br\/vinicius-couto\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/assets.gospelprime.com.br\/articulistas\/vinicius-couto.jpg\" alt=\"Vinicius Couto\" width=\"100\" height=\"80\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Vinicius Couto<\/h4>\n<p>Pr. Vinicius Couto \u00e9 ministro da Igreja do Nazareno. Graduado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela Universidade Castelo Branco, Bacharel em Teologia pela FAETESF e p\u00f3s-graduado em Hist\u00f3ria da Teologia e em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. \u00c9 professor de Teologia Sistem\u00e1tica, articulista da Revista Defesa da F\u00e9 e autor dos livros \u201cOs tr\u00eas Choros de Jos\u00e9 do Egito\u201d e de \u201cA Verdade Sobre o G-12\u201d.<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/estudos.gospelprime.com.br\/vinicius-couto\/\">+ artigos<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema que sempre gerou e continua a gerar curiosidades e anseios no cerne da alma 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