ARTIGOS

A oração que Deus não responde

Por Rodrigo Faria

E entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados.”  (1 Reis 19:4)

Depois de alguns anos na fé, sendo ajudado dia a dia pelo Senhor, sou obrigado a confessar; que já fiz muitas orações, que hoje, agradeço a Deus por não havê-las respondido. Algumas delas saíram de uma alma atribulada pelos problemas desta vida, enquanto outras foram provocadas pelos altos e baixos da fé humana.

E não acredito que isso seja um motivo para celebrar, porém, a Bíblia nos mostra, que até mesmo depois de grandes conquistas, alguns homens de Deus chegaram ao limite de sua fé, por razões muitas vezes inexplicáveis.

Podemos encontrar em Elias, um claro exemplo, sobre o tipo de oração que Deus não responde. E que bom que seja assim, caso contrário, muitos de nós, já teríamos desaparecido devido a que algumas de nossas orações são feitas do profundo de nossas incertezas.

Uma grande vitoria, pode tornar-se a porta de entrada para uma grande perseguição. Elias acabava de fazer uma das orações mais impressionantes das Escrituras, onde fogo desceu do céu e consumiu o holocausto. E se não bastasse, depois disso, Elias perseguiu e destruiu os falsos profetas de Baal, que até então o desafiavam com arrogância.

O que ele fez depois disso?

Saiu e orou para que fossem destruídos todos os inimigos de Deus daquelas terras?

Não! Alguns dias depois, ele se retirou para um lugar deserto, sentou em um lugar solitário e orou a Deus pedindo sua morte!

Como assim? O que é mais fácil; desafiar a quatrocentos e cinquenta falsos profetas, e depois de humilhá-los com o milagre do holocausto consumido pelo fogo de Deus – matá-los a fio de espada, ou fugir de uma mulher, que nem sequer o viu, apenas mandou um mensageiro?

Para surpresa de muitos (não de Deus), o que vemos em Elias é a prova de que não deixamos de ser pó, nossa estrutura – só se converte em uma estrutura sólida – ao entrar em contato com o Poder sobrenatural do Senhor.

Elias com Deus era o grande profeta Elias, sem Deus era apenas um Elias. Por isso, ao ser perseguido, orou no momento em que mais se sentia um simples Elias. E quem nunca passou por isso?

A Bíblia declara que Deus está atento ao clamor de seus filhos:

Os olhos do Senhor voltam-se para os justos e os seus ouvidos estão atentos ao seu grito de socorro; (Salmos 34:15 )

Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações. (Salmos 34:17)

No entanto, Ele conhece muito bem a diferença entre o que pedimos com o que realmente precisamos. E como leva tempo, para que nós, cristãos, entendamos essa realidade. Quando passamos pelas nossas covas emocionais, o céu parece ser de bronze, a nossa fé começa a ser provada, e mesmo com um passado repleto de milagres, podemos ser levados a pedir a Deus que termine com o nosso sofrimento.

É exatamente nessas horas, que o Ser mais glorioso do Universo aparece, com a sua mansa e delicada voz (1 Reis 19.12), sussurrando o nosso nome, chamando-nos de dentro dos lugares que criamos para servirem de escudo para nossas fraquezas.

Não se assuste, se algum dia, você descobrir, que toda a sua força provêm de Deus, que sem Ele, não somos nada, não sabemos o que pedir, o que fazer, aonde ir, onde esconder, quando sair, que direção tomar… Enfim, ao lado de Deus somos capazes de vivermos no altar, mesmo sendo frágeis, nunca estaremos sós, ainda quando nossa fé se converta em um pequeno grão de mostarda, Deus abre o seu deposito só para permitir-nos que recolhamos a quantidade suficiente de fé para seguirmos adiante em nossas jornadas.

Não se conforme com a limitação que a lógica humana proporciona, algumas vezes ela está revestida de princípios extraídos da filosofia do imediatismo, muitos cristãos chegam até a parte mais profunda de seus poços de desesperação, por não entender que os caminhos do Senhor são mais altos e sublimes.

Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: “Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa”. (1 Reis 19:6-7)

O mesmo Deus que concedeu uma viagem longa a Elias, é o mesmo Deus que nos convida a seguir em frente, e para nós que participamos do Novo Concerto, somos privilegiados, pelo fato de que nos foi dado o Consolador Amado, é Ele que está juntinho de nós.

Para nossa  alegria, Ele intercede por mim e por você, sobre como devemos levar a Deus os nossos pedidos de socorro. Quando as palavras nos faltam, Ele exprime a nossa dor em gemidos, que se transformam nas palavras exatas aos ouvidos de nosso Deus:

Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. (
Romanos 8:26-27)

Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.
Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.(
Hebreus 4:15-16)

Para que fazer a oração da morte, se o Dono da Vida oferece sua ajuda em nossos momentos de necessidade?

Deus abençoe!

Rodrigo Faria

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Rodrigo Faria

Rodrigo Faria

O escritor Rodrigo Faria nasceu e cresceu em Franca, cidade do estado de São Paulo, Brasil. Converteu-se aos 18 anos, quando passou a frequentar a Igreja com sua esposa, Janaína. Depois de 13 anos, foi levado ao ministério e consagrado como pastor na Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Franca.

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